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  • Raul Duarte

Áudio é protagonista em 2021. Serviços de streaming correm para valorizar a importância do som



Em um mundo cada vez mais digital, onde a tecnologia está presente e podemos escolher, por meio de um aplicativo, milhões de músicas para ouvir, não percebemos que a qualidade de nossa audição piorou, e muito, nesses últimos anos.

Vamos aderindo às novidades sem nos darmos conta de que, muitas vezes, a qualidade do serviço oferecido, apesar da praticidade, é muito aquém do que poderia ser.


Para Emily Lazar, um dos nomes mais requisitados da música, vencedora do Grammy 2021 como engenheira de masterização de Everyday Life - Coldplay, Djesse vol.3 - Jacob Collier e Women in music pt.III - Haim, a maior parte dos detalhes são perdidos quando os arquivos de música são encolhidos e compactados para streaming. O trabalho dedicado de tantos profissionais é desprezado pela grande maioria de ouvintes de música do mundo.


É a arte relegada. Para comparar, Lazar exemplifica: "É como ver a cópia da cópia de 'A noite estrelada' de Van Gogh, reduzida a um selo postal".

A boa notícia é que isso está mudando.


Segundo a ABRAMUS - Associação Brasileira de Música e Artes -, quase 80% dos brasileiros ouvem música todos os dias e o celular é o canal favorito da maior parte deles.

Os serviços de streaming mais usados são Youtube Premium, Spotify e Google Play. Destes três, só um acompanhará, por enquanto, uma tendência mundial: áudio de alta resolução.

O Hi-Fi nas plataformas de streaming já existe. Deezer e Tidal oferecem este serviço. O Amazon Music já conta com uma versão de alta qualidade de áudio mas não está disponível no Brasil. Ainda!

A Apple Music anunciou, em junho, que todo o seu catálogo - mais de 75 milhões de músicas -, já está em alta definição com qualidade Lossless. O serviço não tem custo adicional e vem a tecnologia Dolby Atmos. A promessa é entregar com precisão o áudio criado dentro do estúdio de gravação.

A concorrência fez com que o Spotify, um dos serviços de streaming mais populares do mundo, corresse contra o tempo para lançar, o quanto antes, algo semelhante, ainda sem data de lançamento.


O que temos diante de nós é um cenário onde serviços de streaming estão se desenvolvendo para entregar o que grandes estúdios trabalham incansavelmente para trazer aos ouvintes: músicas que soem exatamente como os artistas pretendiam que soassem quando as lançaram.



Simples!

Só que ao longo do tempo perdemos o básico. E só retomamos o assunto porque artistas e técnicos reivindicam seus direitos e querem ser respeitados e reconhecidos.

A tecnologia faz isso: nos seduz e encanta, mas às vezes nos cega, ou ensurdece:)

Passamos anos ouvindo música de baixíssima qualidade acreditando ser a forma ideal.


Acompanhar as tendências sem confrontá-las pode ser muito prejudicial.


A mudança é necessária e fundamental para vários setores. Marcas de equipamentos de som terão também que acompanhar mais essa transformação e se adaptar para entregar melhor qualidade.


O consumidor tem de estar atento às ofertas de cada serviço para acirrar as concorrências.

É assim que os mercados funcionam, crescem e se desenvolvem.


Portanto, o futuro promete mais qualidade de música.

Que as harmonias, médios, graves, agudos, acordes, repercutam exatamente como foram criados e lançados por seus artistas!


E que nossos clientes possam ouvir suas músicas em uma qualidade à altura de seus equipamentos.


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